O sistema sacrificial no antigo Israel era um aspecto vital da vida espiritual, projetado para lidar com o pecado e manter um relacionamento de aliança com Deus. As ações do sacerdote neste ritual eram altamente simbólicas. Ao colocar o sangue nos chifres do altar, o sacerdote realizava um ato de expiação, significando a transferência do pecado e sua purificação. O altar, localizado na tenda da congregação, era um espaço sagrado onde se acreditava que a presença de Deus habitava entre Seu povo.
Derramar o sangue restante na base do altar do holocausto enfatizava ainda mais a necessidade de um processo de purificação completo e minucioso. Esse ritual sublinhava a gravidade do pecado e a necessidade de um mediador, neste caso, o sacerdote, para interceder em nome do povo. Também prenunciava o sacrifício supremo de Jesus Cristo, que os cristãos acreditam ter cumprido a necessidade de tais rituais ao oferecer-se como a perfeita expiação pelo pecado. Essa prática servia como um lembrete constante da santidade de Deus, da seriedade do pecado e da graça disponível por meio do arrependimento e do sacrifício.