Baasa, rei de Israel, buscou enfraquecer Judá ao fortificar a cidade de Ramá, que estava estrategicamente localizada na fronteira entre Israel e Judá. Essa posição tornava a cidade um ponto ideal para controlar o acesso e a movimentação entre os dois reinos. Ao fazer isso, Baasa pretendia isolar Asa, rei de Judá, e interromper as interações econômicas e sociais entre Judá e seus vizinhos. Este ato de agressão fazia parte das hostilidades contínuas entre os dois reinos, que um dia estiveram unidos sob o governo de Davi e Salomão, mas que desde então se dividiram devido a conflitos internos e lealdades divergentes.
A fortificação de Ramá por Baasa não era apenas uma manobra militar, mas também uma declaração política, afirmando a dominância de Israel e desafiando a soberania de Judá. A resposta de Asa a esse bloqueio seria crucial para determinar as futuras relações entre os dois reinos. Esta passagem ilustra as complexidades da liderança e as constantes lutas pelo poder que marcaram a história dos israelitas, lembrando-nos da importância da sabedoria e da diplomacia na resolução de conflitos.